sexta-feira, 23 de maio de 2014

Sobre X-Men: Dias de um Futuro Esquecido - A Análise Definitiva



Bem, como eu prometi, vou falar de X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido.
Esse é o meu review definitivo para o filme tanto como filme quanto como parte de uma franquia, analisando todos os pontos que eu conseguir, dividido em duas partes: sem spoilers e com spoilers (Obs.: a parte sem spoilers contém spoilers sobre os filmes anteriores).
Provavelmente vou esquecer algo, então fique atento, pois esse post pode se alterar a qualquer hora. Para facilitar a leitura, dividi o texto em subtextos.


O filme dentro da franquia

Brian Singer’s Back

Antes de X-Men 2, uma coisa um tanto sintomática em filmes de ação e super heróis era que, mesmo que tivéssemos algum tipo de desenvolvimento de um original para uma sequencia, o roteiro geralmente se enveredava pelo clichê do “mesmo filme com vilões diferentes”. Aliás, acredito que foi isso que provocou boa parte de outro clichê: A continuação é sempre pior.

Mas Bryan Singer foi um dos que mostraram que era possível fazer não só uma continuação que progredisse os personagens em vários aspectos, como também fosse superior ao original. X-Men 2 foi definitivamente uma progressão do que vimos em seu antecessor.
O que quebrou tudo foi a saída dele da direção, o que resultou no subestimado X-Men 3, cujos problemas são menores do que os fãs fazem parecer (e o roteiro de Simon Kinberg, que retorna aqui, faz o favor de manter a qualidade dos diálogos e o foco da trama nos personagens e subtextos sociais), mas ainda assim foi responsável por vários dos furos de cronologia que se estabeleceram nos próximos filmes. E a decisão de criar uma prequel problemática e destoante como X-Men Origins: Wolverine não ajudou em nada. Resultado: A incômoda sensação de parecer que a Fox não sabia se criava um novo universo a cada filme ou se mantinha tudo num mesmo universo, provocando inúmeros erros cronológicos entre os filmes, pouquíssimos realmente relevantes, mas alguns bem incômodos.
Por isso que, depois da minha breve empolgação com o “refresh” em Primeira Classe – mesmo que não do jeito que eu gostaria que fosse, eu fiquei incrivelmente ao constatar, já dentro da sala de cinema que o retorno de Singer à franquia com “X-Men – Dias de um Futuro Esquecido” poderia ser uma desculpa comercial para reiniciar tudo, mas não deixaria os fãs da trilogia original secos.
O início já anuncia que o que vimos antes está de volta: A narração em off do Xavier seguida de uma mini-abertura era marca registrada dos dois primeiros filmes - mesmo do terceiro, que não tinha a narração, mas tinha a abertura – aqui está de volta, empolgante e acompanhada do tema sonoro criado para X-Men 2 pelo montador e compositor John Ottman – de volta com o Singer. Meus olhos de fã brilham ao ouvir a trilha e ver os créditos iniciais apresentados nos mesmos moldes da franquia que me conquistou.
Mas não é só isso. X-Men 3 teve seus enormes defeitos de roteiro, mas problemas de continuidade em relação aos dois filmes anteriores não é um deles. Os problemas começaram depois. Simon Kinberg soube manter a unidade.
Enquanto isso, se Matthew Vaungh fez sua própria assinatura no universo mutante com o prequel “Primeira Classe”, o dedo de Bryan Singer no roteiro e na produção fez com que após o terrível filme solo do Wolverine, a profundidade voltasse ao universo criado por Singer.
E como resultado temos X-Men: Dias de um Futuro esquecido, dirigido pelo Singer, roteirizado pelo Kinberg e com dedo o Vaungh no meio, criando assim um filme que se equilibra ao funcionar como sequencia tanto da trilogia original, quanto sequencia de Primeira Classe, nunca se esquecendo das relações interpessoais estabelecidas nos filmes anteriores.

O Universo dos X-Men no Cinema
Singer fez uma adaptação que eu chamaria de autoral.
Ele pegou os personagens e a essência de décadas de quadrinhos e as reinterpretou num universo sério, realista e cheio de subtextos sócio-políticos. Um universo inteligente e digno dos mutunas.
Infelizmente os filmes solo do Wolverine fogem bastante desse universo, mesmo que “Wolverine Imortal” se aproxime mais do psicológico do que da ação. Mas ainda assim, ao criar esse filme, a Fox poderia ficar tentada a seguir o exemplo da Marvel e apostar no entretenimento puro e simples. Mas, como eu costumo dizer, pra que mexer em time que está ganhando?
O resultado foi positivo e eles demonstraram em anos inteligência ao trazer de volta o criador desse universo fascinante da franquia cinematográfica dos X-Men.

Mas a pergunta que não quer calar: Isso corrige os problemas de cronologia?


Estamos diante de um modelo inusitado de reboot?
A resposta mais simples é “sim e não”.
Não, por que eles esperam simplesmente que a gente engula algumas coisas.
Algumas delas são irrelevantes, mas dão um nó na cabeça, como o Bolivar Trask negro e alto de X-Men 3 e o Bolivar Trask anão e caucasiano de DOFP.
Outras não tão irrelevantes assim, mas que não comprometem o roteiro.
Todos já sabiam que Xavier estava vivo, devido à duas cenas pós-créditos dos longas anteriores. Uma em X3, onde vemos que antes de se desintegrar, Charles transferira sua consciência para um mutante que não tinha consciência. A outra em “Wolverine Imortal” – que na timeline é uma sequencia direta de X3 – onde Wolverine encontra Xavier e Magneto num aeroporto.
A pergunta que não quer calar é: Como Xavier voltou para o próprio corpo?
As respostas podem ser muitas, mas ao contrário da maioria eu NÃO espero uma explicação, pois se fosse como os que eles dão nos quadrinhos, seria  pior do que ficar sem explicar.
Então eu me contento com o que o Professor responde para Wolverine nessa cena pós-créditos: “Lembra-se do que eu te disse quando nos conhecemos? Você não é o único com dons.” E pronto. Mais do que isso é cri cri.
Outro tiro no pé – esse eu acho que poderia ser evitado com facilidade – é a aparição de um Groxo em DFP MUITO diferente e não tão mais novo assim do que o que vimos em X1.
Mas sabe-se lá quais são os planos do Singer para aqueles mutantes com participações especiais não é?

Já a parte “Sim” da resposta acima é simples, e vou comentá-la melhor na parte com spoilers do post. O que posso adiantar é que sim, estamos diante de um modelo inusitado de reboot, que não anula a franquia vista, mas muda completamente o que vimos antes, abrindo um leque interessantíssimo de possibilidades.

Ditas essas coisas sobre o filme dentro da franquia, vamos a outro aspecto.

O filme por si só

Roteiro
É extremamente arriscado  trabalhar com viagens no tempo. Até por que geralmente elas se tratam de mudar o passado para salvar o futuro e isso pode acarretar desastres inimagináveis.
Felizmente, o roteiro de X-Men DOFP é muito feliz e (quase) inteiramente bem sucedido nisso. Sem criar lógicas muito complexas para as viagens no tempo, o enredo simplifica ao máximo a questão, estabelecendo apenas um paradoxo: o futuro é imutável?
Nesse sentido, o filme é feliz em manter tudo nos eixos e não deixar a gente perdido, explicando bem sem ser expositivo demais. Limpo e enxuto.
Infelizmente, há outros aspectos nesse sentido que deixam uma interrogação na cabeça que nos faz questionar a honestidade do roteiro.
Uma questão não explicada entra também na parte anterior onde eu discuto os erros de franquia. Em momento nenhum se explica como funciona essa habilidade da Kitty de enviar a mente de alguém ao passado. Explica-se como funciona o resultado, mas não o processo, e isso é um mistério, já que ela tem o poder de atravessar o espaço. Isso não incluiria também o tempo, já que varias teorias associam o continuum espaço-tempo? Pode ser que sim, mas não há nenhuma menção a isso no filme. Nos quadrinhos essa dúvida não acontece, pois a mente da Kitty é enviada ao seu corpo mais jovem com ajuda de Rachel Summers, uma mutante com habilidades telepáticas e telecinéticas.
Outra coisa que não é bem esclarecida é que parece que o tempo que Logan fica com a mente no passado não equivale ao tempo que se passa no futuro. Dias se passam nos anos 70, enquanto no futuro distópico parecem passar apenas algumas horas.
Essas questões – e uma outra que citarei na parte com spoilers – ficam sem resposta e deixam o roteiro a alguns passos de ser completamente satisfatório.
O filme passeia por vários estilos remetendo aos filmes de futuro distópico e até mesmo estilos de filmes de ação e espionagem recorrentes dos anos 70. E não perde a coesão em nenhum momento.
Os paralelos entre passado e futuro criam ironias e rimas narrativas que beiram o brilhantismo.
As interações entre personagens tão verossímeis e coerentes quanto nos filmes da trilogia original, pontuando bem as cenas de drama e o humor, que NUNCA é gratuito no filme, e sempre está inserido dentro do contexto (ao contrário de outros filmes que parecem interromper a tensão para contar uma piada).
Em termos de ritmo, alguns fãs da ação ininterrupta podem ficar desapontados com o meio do filme, mas quem conhece Singer e o Universo que ele criou para os mutantes sabe como funciona: desenvolvimento de personagens calmo na medida certa, intercalado com cenas de ação – nenhuma delas gratuita, todas tem funções importantíssimas no roteiro.
O que nos leva à...

Direção e Técnica
Como disse um crítico por aí em uma das poucas coisas com as quais concordava com ele, “Singer sabe como comandar um falatório e retirar o melhor do elenco e dos personagens”. E sim, ele não perdeu a mão pra isso. Das cenas mais descontraídas – como o divertido primeiro encontro do Wolverine com o Fera do passado e as cenas com o Mercúrio – até as mais densas – como o genial e tocante diálogo entre as duas versões do Xavier – Singer se mostra um oportunista de mão cheia, no bom sentido da palavra.
Seguindo a habilidade do roteiro, a direção é comedida – característica do Singer – e sem muitos exageros ou grandiloquências consegue criar sequencias de ação de tirar o fôlego.
Alias, alguns achavam as cenas de ação do Singer comedidas demais, mas é justamente essa capacidade de contenção dele que permite que nas cenas com mais personagens lutando, consigamos compreender TUDO o que se passa na tela, por mais elementos que existam.
Nesse sentido as melhores cenas de ação ficam por conta do Magneto – do passado e do futuro – e do incrível aproveitamento dos poderes da Blink e do Mercúrio para criar efeitos espetaculares.
O trabalho em equipe dos mutantes do futuro é genialmente bem trabalhado e dá um tom de segurança ao filme e confiança na equipe.
Os efeitos especiais aqui chegam a níveis nunca antes vistos na franquia - e mesmo no cinema em geral, que evoluiu de acordo com o tempo em que estava, mas sempre aproveitando o melhor do que a época e o orçamento (que no primeiro filme era baixíssimo) podiam oferecer. Aliás, o 3D do filme é equilibrado e cria efeitos excelentes para aqueles que sabem que nem só de coisas saltando da tela vive o 3D.
A montagem do filme se mostra eficaz especialmente no clímax – que se mostra o mais tenso e espetacular de toda a franquia, superando inclusive toda a destruição da Fênix em X3.
A trilha sonora não é tão interessante para se ouvir fora do filme quanto a de X3, por exemplo, mas funciona muito bem dentro dele, adequando-se a cada momento do filme em termos de narrativa E de estilo e ainda evocando temas anteriores – alias a escolha de “Time in a Bottle” de Jim Croce para uma cena em particular foi simplesmente GENIAL.
Minha ressalva em relação à parte técnica é a maquiagem da Mística, que deveria estar fantástica, mas está menos convincente (BEM menos) do que a maquiagem usada pra Rebecca Romijn na trilogia original.

O Elenco

Não há muito o que comentar a respeito do elenco. São todas atuações corretíssimas e ninguém compromete. Apesar de admirar a competência da Jennifer Lawrence em retratar uma Mística dividida, ainda sinto falta da Mística da Rebecca Romijn. Michael Fassbender faz um ótimo trabalho ao ligar sua atuação à do espetacular Ian McKellen, assim como o embate entre os dois "Xaviers" extrai situações e atuações interessantíssimas de Patrick Stewart e James McAvoy.
Hugh Jackman também dispensa comentários, sempre confortável no papel de Wolverine e nesse filme numa situação especialmente instigante. Evan Peters consegue tornar Mercúrio carismático e divertido - gosto do Peters desde Tate Langdon em American Horror Story. Nicholas Hoult é inexpressivo, mas não compromete nada aqui. Peter Dinklage, Ellen Page e Halle Berry têm menos tempo em tela do que eu gostaria, assim como o restante do elenco. 

Fan Service – Wolverine e Seus Amigos?
Magneto controlando os Sentinelas nos quadrinhos
Para os fãs da franquia, dos quadrinhos e dos desenhos, os filmes costumam encher seu conteúdo do que chamamos de fan services.
E DOFP é CHEIA deles - desde as mechas brancas no cabelo do Wolverine até a ideia de manter Kitty como responsável indireta pelo retorno no tempo.
Para começar, desde o inicio se sabe que apenas a ideia da HQ é utilizada e não seu conteúdo integral, mas há referências icônicas àquela edição de 81 de The Uncanny X-Men.
Assim como há cameos e participações especiais para se perder a conta!
Mas não se engane, o maior tempo de tela é do passado e concentra-se no quarteto Wolverine, Xavier, Magneto e Mística, com uma menção super honrosa do Fera e a relativamente curta participação do Mercúrio realmente rouba a cena. Mas ainda assim TODOS são importantes. Mesmo os que aparecem por menos de 2 minutos tem sua importância nas sequencias de ação e consequentemente no roteiro. Ninguém ali é apenas figurante de luxo.
Aí você me pergunta: “Então é Wolverine e seus amigos de novo?”
A resposta clara e enfática é: “Definitivamente NÃO”
Wolverine é importantíssimo, mas ele é relegado pelo roteiro ao elo de ligação entre passado e futuro, tornando sua dinâmica ainda mais interessante ao estabelecer uma regra que confere profundidade a ele: Manter a mente calma se não ele volta pro futuro antes da missão cumprida. Essa regra rende uma interessantíssima dinâmica entre Wolverine e Xavier, que agora estão nos papeis opostos ao que estavam no primeiro filme da franquia.
A tal referência no clímax
Aliás, falando em franquia, o filme é REPLETO de referências visuais e rimas narrativas com a trilogia original. A cena do Mercúrio se compara à cena do Noturno em X-Men2, Magneto no clímax lembra o clímax de X3 com a ponte de São Francisco, outra de suas cenas evoca a sua fuga da prisão em X2, e a Mística invadindo o escritório de Trask é extremamente evocativa à uma cena similar também em X2 quando ela invade o escritório de Lady Deathstrike.
Em termos de aparência dos personagens, você tem um Bishop grandão e com cicatriz, 
uma Blink com cabelo rosa e as marcas no rosto, o uniforme da Tempestade também lembra bastante o que ela usa na Era do Apocalipse, assim como o do Wolverine não é o uniforme clássico, mas os olhos mais atentos perceberam que por baixo da armadura havia um uniforme amarelo e azul.
As piadas de fan service são divertidíssimas e provocam risadas espontâneas no público que conhece o universo mutante.
O clímax parece fazer uma referência à saga das HQ's do "Povo do Amanhã".



E pra quem se pergunta se o Mercúrio é filho do Magneto, bem... O roteiro não diz nada sobre isso, mas há uma fala MUITO significativa do Mercúrio para Erik que pode deixar alguns fãs extasiados com as possibilidades que ela abre.
Além disso, há easter eggs interessantes como o cameo de Chris Claremont (autor da HQ na qual o filme se baseia) e uma referência divertida a Star Trek.

Comentários com Spoilers

O Roteiro

Como citei acima ao falar das falhas de roteiro, há apenas algo que me incomoda na cronologia do filme. Quando Wolverine retorna para o futuro, temos tudo lindo e maravilhoso – ou seja, o futuro pode ser alterado -, mas ele se lembra apenas da história do futuro distópico e não tem lembrança nenhuma desde 1973.
A Kitty diz que a consciência dele do futuro coexistiria com a do passado. Mudado o futuro, a mente dele criou uma 3ª consciência que se apagou quando ele retorna, ou a consciência do passado permaneceu até o momento em que a do futuro retornou? Essa é uma questão que a meu ver deixa a única falha na questão da viagem no tempo do filme.
Outra questão que alguns não entenderam foi a capacidade dos Sentinelas do futuro de se adaptarem aos poderes dos mutantes.
Alguns argumentaram que só o DNA da Mística não serviria para mimetizarem os poderes mutantes, mas lembrem-se que ela não foi a única capturada para experiências. É possível ver nos Sentinelas outros poderes que fazem referência a mutantes conhecidos - a armadura de diamante da Emma Frost e as garras de Lady Letal são alguns deles.
Sobre a questão “Wolverine e Seus Amigos”: Como eu comentei, o papel do Wolverine é puramente de ligação. Apesar de ser o pivô da história, ele não é o "cara que salva o dia", até por que no clímax, na parte mais importante, ele está impossibilitado de fazer qualquer coisa, tanto no passado quanto no futuro.

Xavier vivo e Magneto com poderes?
Alguns se perguntam sobre essas duas questões e as apontam como furos de roteiro.
A questão do Magneto é mais simples: o último segundo de X-Men 3 deixa bem claro que Magneto recuperou os poderes, ou seja: a cura era temporária.
Sobre o Xavier. Há duas cenas pós-créditos de filmes anteriores que talvez as pessoas não tenham visto. A primeira está em X-Men 3. No início do filme, Xavier apresenta aos seus alunos um mutante que está aos cuidados da Dra. moira McTaggert e não tem consciência, perguntando-os o quão ético seria transferir a consciência de um pai de família com câncer terminal para o corpo desse homem.
Bem, a cena pós-créditos mostra que o sorriso malandrinho do Professor antes de virar pó não foi em vão. A ética do pai de família com câncer vai pro saco quando você tem uma das mutantes mais poderosas de sempre prestes a te desintegrar.
A cena pós-crédito consiste em mostrar McTaggert entrando na sala do paciente até então sem consciência, dá um "Bom dia e acaba ouvindo um "Hello, Moira" vindo dele. Ela só exclama, atônita: "Charles?". Clique aqui para assistir a cena. É importante observar que o mutante parece careca e a voz dele é a mesma do Charles do Patrick Stewart.

Já a segunda cena à qual me referi, se encontra no final de "Wolverine Imortal" (Assista aqui), quando ao desembarcar num aeroporto, Wolverine é abordado por Magneto e Xavier.
Logan, atônito, pergunta ao ver o Professor (Patrick Stewart, não outro ator): "Como isso é possível?"
Xavier se limita a responder fazendo uma referência a um diálogo no primeiro filme dos mutantes: "Como eu te disse há muito tempo atrás, você não é o único com dons".
E essa é toda a explicação que temos. E sinceramente, eu prefiro que não expliquem como a mente de Xavier voltou à seu corpo, pois qualquer desculpa que derem ficará forçada. Basta saber que ele não morreu.


O Elenco Original
O que pode frustrar muito é a pouca aparição do elenco da trilogia.
Todos eles aparecem e dão seu show importantíssimo, mas cada um de uma vez.
Os novos aparecem bastante e usam muito seus poderes. Mas definitivamente quem se destaca é a Tempestade e o Magneto na cena do clímax.

As Mortes
No futuro QUASE todo mundo morre e são essas mortes – todas marcantes e violentas – que tornam o clímax ainda mais tenso, mesclando o discurso de Magneto no passado com os mutantes sendo mortos no futuro e ele fazendo as pazes com Charles. Restam um Magneto morimbundo, o professor, Wolverine com a consciência ainda no passado, quase morrendo e a Kitty mantendo ele estável.
Quando estão para ser mortos o futuro muda e todos vivem felizes para sempre.


O Desfecho e Seus Efeitos na Franquia
No final das contas, quando o Wolverine acorda, tá todo mundo lá na mansão, vivo e bem – menos o Magneto e os membros da irmandade, é claro. Aliás, com todo o elenco da trilogia aparecendo em cameos de segundos. Anna Paquin como Vampira, Kelsey Grammer como Fera, Famke Janssen como Jean e James Marsden como Ciclope.

Mas o que foi realmente eliminado da cronologia?


Em X-Men - O Filme (2000) é quando o Wolverine conhece os X-Men, junto com a Vampira e entram ambos pro time, e lá ela conhece o Bobby (Homem de Gelo) e ainda nesse filme que ela adquire as mexas brancas no cabelo. Em X-Men 2, é essa realidade permanece e no final das contas vemos que Jean não morreu realmente.

Somente no 3 é que Vampira rompe com Bobby - que acaba ficando com a Kitty pelo que acontece em DOFP - e nele que a Jean e o Ciclope morrem.

No futuro "consertado" mostrado em X-Men 3, Wolverine e Vampira estão na mansão, ela ainda está com o Bob e as mechas brancas no cabelo, a Jean e o Scott vivos. Portanto, o único filme enfaticamente eliminado da franquia foi "X-Men 3" e consequentemente "Wolverine Imortal", que só acontece por que o Wolverine deixa a escola por causa da morte da Jean.
Os outros dois filmes da trilogia original, ainda parecem fazer sentido no futuro consertado de DOFP - ou seja, Bryan Singer apenas deixou na franquia o que tinha a assinatura dele!


Já o desfecho da parte no passado seria perfeito se não fosse a ultima fração de segundos. Quando vi William Stryker ali no barco falei: “Que legaaal!”, mas daí no final a gente vê que é a Mística. Na boa, não precisava disso.
A impressão que fica é que teremos continuações apenas para a parte do passado – mesmo que o desejo de continuações com o elenco original apareça junto com declarações provocantes da produtora Laura Schuler Donner.
Apesar de desejar continuações com o elenco original, fica a divisão: Se continuarem fazendo filmes nas duas linhas temporais, teriam que continuar tratando de viagens no tempo e teorias, e isso pode virar bagunça.

As Teorias
É bem claro que as intenções da Fox com DOFP são as de reiniciar a franquia sem fazer necessariamente um reboot.
Mas eles ainda parecem incertos do que fazer.
É sabido que o próximo filme - de acordo com as notícias, e obviamente, a cena pós-créditos - será X-Men: Apocalipse.
Segundo as notícias, o filme se passará nos anos 80, terá novamente como foco o elenco jovem e mostrará, além de Apocalipse, como os X-Men se uniram para se tornar a equipe que vimos no primeiro filme da franquia.
Os mutantes que provavelmente aparecerão no filme foram anunciados como sendo Jean Grey, Scott Summers, Tempestade, Noturno e Gambit. Fala-se também no retorno de Mercúrio e numa possível aparição da Feiticeira Escarlate.
Os contratos dos atores de Primeira Classe foram para 3 filmes - dos quais dois já foram feitos.
Em recente entrevista, a atriz Fan Bingbing, que interpretou a mutante Blink disse que tem contrato para quatro filmes dos X-Men, e há rumores de que Simon Kinberg teria confirmado uma participação do elenco original em Apocalipse.
Há também a declaração de Kinberg dizendo que apesar de não vermos ligação nenhuma entre DOFP e o que aconteceria em Apocalipse, os eventos no passado de DOFP teriam causado os eventos que acontecerão no próximo filme.

Diante dessas informações, temos algumas perspectivas interessantes para a série - e algumas delas, medonhas.
Sou inclinado a pensar que, ao retornar para a franquia, Bryan Singer esteja realmente tentado a realizar o seu X-Men 3, que nunca pode fazer. Isso é perfeitamente possível, afinal, o "reboot" que ele fez em DOFP como vimos acima eliminou apenas X-Men 3 da série.

Outra coisa que me intriga é a inclusão de mutantes que tem papeis importantes na Era do Apocalipse (que também foi uma espécie de série "reboot" com uma linha alternativa) aparecerem em DOFP.
A Blink - que tem certo destaque no filme - é uma mutante que surgiu no arco d'A Era do Apocalipse. Além disso, temos dois cameos interessantes de um personagem que por causa dos cabelos, imagino ser Nate Grey, que tem como condinome X-Man, que aparece no futuro distópico no inicio de DOFP e no futuro "consertado" ao final (aliás, no início mostra ele achando um uniforme dos X-Men com um X).  Nos quadrinhos ele é um mutante criado a partir do material genético de Jean Grey e Scott Summers, assim como Blink ele também surge e tem
papel importantíssimo na saga do Apocalipse. Pode ser apenas uma referência, mas pode ser uma pista também.
Se for confirmada a presença da Feiticeira Escarlate, seria mais um indício, já que nesse arco alternativo, ela é uma X-Men - equipe liderada por Magneto no Universo da Era.
Obviamente não será fiel ao enredo dos quadrinhos, mas eles fazem muitos paralelos entre filmes e sagas, vide a forma como Jean "morre" para renascer como Fenix e algumas coisas em Dias de um Futuro Esquecido. Seria perfeitamente plausível uma reunião de Xavier e Magneto para juntar uma nova equipe e tentar derrotar Apocalipse.

Me pergunto também - numa teoria um pouco mais viajada - se aqueles quatro mutantes libertados pela Mística no início do filme seriam utilizados como Cavaleiros do Apocalipse, afinal eles tem o perfil dos mutantes que ele geralmente utiliza - Sobretudo os efeitos que o mutante Tatuado e o outro desconhecido causariam como Cavaleiros seriam similares aos de Praga e Morte. 


Diante das informações dadas acima, nas notícias do filme, eu me pergunto se a Fox faria a manobra arriscadíssima de trabalhar com duas linhas temporais em Apocalipse para manter o elenco original na franquia.
Days of Future Past por si já foi uma manobra ousada, que em grande parte funcionou bem, mas seria acertado trabalhar a franquia com duas linhas temporais? Principalmente tendo em vista que o elenco da trilogia original já está um tanto... err... Velho (mesmo que eu os prefira ao elenco de Primeira Classe).
Tendo isso em mente, imagino que a Fox planeja finalizar a trilogia do passado (Primeira Classe, DOFP e Apocalipse) e começar uma nova série de filmes que se passa no "futuro não tão distante" da trilogia original, ou prosseguir com duas linhas temporais até que elas se encontrem e um reboot seja efetuado na franquia.

[Atualização] Simon Kinberg declarou que "Há partes dos nossos cérebros que esperam vê-los novamente, mas queríamos contar uma história que concluísse o arco dos personagens [...] certamente terá alguém do elenco original envolvido
" , o que nos leva a pensar que eles tem muito pouco ainda definido para a franquia. Esse 'alguém' pode ser o Wolverine (ou não). De qualquer forma, eles podem também criar uma geração intermediária ou simplesmente rebootar a franquia.
Ou ainda eles podem estar escondendo um projeto muito mais ambicioso - e arriscado - do que querem divulgar.


Uma coisa é certa: Os X-Men sozinhos rendem material para uma franquia infinita. Como fã, espero que após esse pseudo-reboot, eles comecem finalmente a acertar a mão em cheio!

18 comentários:

  1. Excelente Texto!
    Quanto ao retorno do Professor X, creio que há uma explicação plausível. Nos extras do DVD de X3, o diretor diz que o corpo para onde Xavier havia mandado a sua consciência é do irmão gêmeo dele, que nasceu sem atividade cerebral (talvez fruto dos poderes psíquicos de Charles), daí pode-se explicar a semelhança física. "mas, e pq ele é continua paralítico já que o corpo é novo?" alguém poderia perguntar. O que acontece é que o "irmão de Charles não anda desde que nasceu, suas pernas podem estar atrofiadas" ou então a mente de Charles ainda "registra" as memórias de seu antigo corpo. Bem, são só teorias. kkkkk

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  2. Muito bom o texto! Agora eu realmente achei ruim a Mística de Stryker, pq como podemos explicar o adamantium no Wolverine desse futuro? Ou talvez ele nunca tenha passado pela experiência?

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    1. Deixe me explicar o que eu entendi por essa cena. No meu ver isso significa que realmente o experimento Arma X realizado com o Wolverine foi apagado do futuro dele, no momento em que a Mística ficou "boazinha" não matando o Trask e mudando todo o futuro. Sabendo o quanto Wolverine tinha sofrido com o processo de "infusão de adamantium" em seu esqueleto... Talvez ela quisesse impedir seu futuro sofrimento, visto pelo Professor X do passado ao ler a mente de Wolverine. Talvez ele tenha pedido isso à Mística, para que ela se passasse pelo Stryker do passado e desviasse assim o Wolverine do caminho do Stryker verdadeiro. Dessa forma, ele nunca passaria pelo sofrimento que passou e sua vida teria sido bem melhor. Até pq já no presente quando acorda na mansão o Wolverine não exibe suas garras, portanto não sabemos se elas são de Adamantium ou de osso. Deixando em aberto para as mentes explodirem de tanto pensar. Eu particularmente acredito nessa teoria que eu mesmo bolei baseado no que vi do filme.
      Ou seja, quem está pensando que o Stryker que fez o experimento no Wolverine sempre foi a Mística está errado, bem como, quem acha que essa cena estraga toda a história contada. Acho muito coerente se pensarmos dessa forma que eu falei anteriormente. Resumindo, o futuro em que o Wolverine passa pelo projeto Arma X foi alterado pela Mística ao final de DOFP, ou seja, ele agora possui garras de osso como já era desde que nasceu.

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    2. Legal sua teoria. Só que não sei se o Singer e a Marvel desejariam ter um Wolverine sem adamantium para os próximos filmes. Bem, é esperar para ver.

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  3. Tem uma coisa que fica bem mal explicada:
    X-men, X-men 2, X-men 3, Wolverine Origins e Wolverine Immortal se passam depois de 1947. Ou seja:
    Segundo DOFP, em 1947 os sentinelas começam a matar os mutantes. Ou seja:
    Essas coisas acontecem universos diferentes.
    Então isso deixa algumas brechas na história, como por exemplo:

    1) Na cena pós-crédito de Wolverine Immortal, Charles e Erik do presente buscam Wolverine. Isso aconteceu no universo primeiro. O que não faz sentido, pois o que esses caras do universo comum saberiam sobre o universo distópico?

    2) As lembranças de Wolverine sobre o universo comum no universo distópico não fazem sentido, pois ele nunca deveria ter vivido aquilo (já que o genocídio começou em 1974). De fato, as lembranças de qualquer personagem no universo distópico sobre o universo comum não fazem sentido, pois a história é outra.

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    1. Raul, na verdade você deixou passar no diálogo em que o Professor conta a história que apesar do projeto dos Sentinelas ter se iniciado lá em 73, ele só foi entrar em atividade na época em que o Professor e Magneto vão procurar Wolverine.

      Lembre-se que o professor fala algo do tipo "Eles começaram o extermínio a alguns anos, mas tudo começou realmente em 1973"
      Ele dá a entender que o projeto foi desenvolvido em segredo desde 73 até conseguirem desenvolver os protótipos dos Sentinelas do futuro.

      "Ahh mas eles apresentam os sentinelas ao público em 73"
      Sim, mas no futuro distópico, a Mística mata Trask em 73... Mas o governo só resolve mostrar os sentinelas pra população depois que o Xavier JÁ mudou o passado ao impedir a Mística de matar Trask e causar aquela confusão em Paris. O congresso havia recusado o Projeto Sentinela, o presidente só aceitou depois do ataque na Conferência de Paris, que foi alterado com o retorno do Wolverine.

      Portanto esse erro da cronologia apontado por você não existe.

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  6. Você está sobreestimando a qualidade de Brian Singer. Apenas um diretor mediano, que não sabe dar o rítmo apropriado à um filme, e exagera nos mesmos conceitos de preconceito dos outros filmes.

    Fiquei bem decepcionado com Dias de um Futuro esquecido. Uma pena o Matew Vaugh não ter dirigido.

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    1. Edson, eu não superestimo o Singer,
      Sei das limitações dele. Não vi O Aprendiz, e dos outros filmes dele só gosto de Os Suspeitos. Considero ele mediano em tudo o que faz, mas ele sabe bem o que fazer com os mutantes.
      X-Men 2 como filme em geral é de longe o melhor filme da franquia, inclusive melhor do que o Primeira Classe.

      O Brian não tem muito uma assinatura própria visualmente falando. Como eu disse no texto, ele ousa muito pouco no visual dos filmes, mas em se tratando de X-Men, ele sabe dar o tom adequado e encontra soluções criativas para as cenas de ação.

      Quanto a problemas de ritmo não acho que ele tenha. Eu sei que muitos esperam mais cenas de ação em filmes de super heróis mas não é o que procuro em X-Men... E digo isso como fã de quadrinhos e desenhos. Não existem cenas de ação gratuitas em nenhum dos X-Men do Singer, à exceção daquela luta entre Wolverine e Lady Deathstrike em X2, que acho desnecessária e só existe pra fazer referência à rivalidade dos dois nas HQs...

      Afora isso ele prefere desenvolver os personagens e, pessoalmente, acho isso ótimo. Também acho que DOFP poderia ser melhor, mas ele foi satisfatório embora X2 continue sendo meu preferido.

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  7. no filme o Xavier diz que a mistica foi capturada no momento em que matou o Bolivar Trask, e a partir de então foram criados os sentinelas com os superpoderes, porém na triologia anterior a história se passa depois desses acontecimentos, as sentinelas nem existem e a mistica está lá, como se nada disso tivesse acontecido, alguém pode me explicar isso?

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    1. Na verdade do modo como ele explicou e como Magneto falou depois, eu entendi que eles capturaram a Mística e ela conseguiu escapar depois... Ele diz que eles a capturaram, a torturaram e usaram seu DNA, mas nao diz que eles a mataram, o Magneto diz que depois que ela matou Trask ela foi atrás dele, e quando o Professor diz que quando ela matou Trask foi a primeira vez que ela matou, Wolverine diz: "E não foi a última", logo fica subentendido que ela não morreu lá.

      E sobre os sentinelas: a fala do professor deixa claro que a Trask Industries demorou muitos anos pra conseguir deixar os sentinelas prontos. Ele até fala "Nos últimos anos os Sentinelas tem nos perseguido, mas a história começou lá em 1973"

      Tanto que o governo nem havia aprovado os Sentinelas ainda e não haviam visto necessidade de divulgá-los para o público. Eles só sentiram a necessidade de mostrar os sentinelas para o público DEPOIS que o professor impede que o crime seja cometido e eles causam aquela confusão toda lá em Paris, num passado JÁ alterado.

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  8. Bom, não sei se sou o único que vê assim. Mas quando você altera um fato do seu passado, você não altera somente o futuro num determinado ponto. Você acaba alterando toooodo o caminho que te levou até aquele futuro. Tanto que ele comenta que os acontecimentos do próximo filme tem relação diretas com este. E isso se prova um efeito a curto prazo da mudança na linha de tempo. Acredito que Singer também apagou os filmes que levam seu nome da cronologia.

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    1. Não exatamente.
      Não acredito que ele leve isso à risca, mas tem um motivo para ele ter citado a teoria de que o rio leva sempre pro mesmo lugar e que você apenas cria ondulações.
      O caminho certamente mudou, nada aconteceu do mesmo jeito, mas os efeitos do que aconteceu nos filmes dele estão lá no desfecho... Como listado no texto.

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    2. O que observei também é que não é apenas a Jean Grey que aparece na mansão do futuro alterado, mas a Fênix (observou o cabelo dela?). Isso mostra que o ocorrido em X2 não foi alterado.
      Claro, como você bem observou, o Singer não detonou os filmes assinados por ele.

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  9. Muito bom o seu texto, esclareceu muitas coisas para mim. Até agora estou sem entender o contrato da Fan Bing pra quatro filmes, mas a sua teoria de que a Fox irá manter as duas timelines no cinema parece esclarecer isso. só espero que se realmente forem fazer isso, que planejem todos os filmes até finalizar a trilogia do First Class.

    Mas só discordo em uma coisa de você: a 3ª consciência. No meu ponto de vista existem somente 2 consciências, a do Wolverine do futuro (WdF) e a do Wolverine do passado (WdP). Se considerarmos que o passado presente e futuro coexistem ao mesmo tempo, o que aconteceu foi que a consciência WdF se apossou do corpo, deixando a consciência WdP inerte sempre que ela está ali. Isso perfeitamente perceptível na cena em que a WdF se recorda brevemente dos acontecimentos do projeto Arma X e quase volta para o futuro. Nesse breve momento a WdP se apossa novamente do corpo, porém quando Kitty envia novamente a WdF para o passado, a WdP se torna inerte, praticamente inexistente.
    Sendo assim, durante todo o hiato entre o resgate do corpo do Wolverine do rio e a cena em que ele retorna a mansão, a WdP estava presente sem saber dos acontecimentos de DoFP e quando a WdF retorna para o tempo em que partiu, ela se apossa do corpo, mas não tem acesso as memórias da WdP.
    Confuso, não?

    Ps: cheguei aqui pelo Omelete, a crítica do Borgo foi m**** perto da sua. Parabéns.

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  10. "A Kitty diz que a consciência dele do futuro coexistiria com a do passado."

    O que ela quis dizer é que a consciência do Wolverine do futuro coexistiria com o PASSADO dele; não com a consciência.

    Não são DUAS consciências coexistindo, mas uma do futuro coexistindo com o corpo do passado. Isso fica evidente na cena que mostra ele acordando ao lado de uma mulher e apresentando estranheza com a situação, mostrando que ele não lembrava como chegou até ali.

    Assim, concordo com o comentário feito aqui pelo L. Ricardo sobre esse assunto.

    No mais, legal o seu texto, boas especulações. Abraços.

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  11. Confesso que como o L. Rodolfo (e pelo jeito o Well Ramus) tentei procurar alguma review menos infantil que aquela que li na Borgo Industries, digo, Omelete. Só vou lá pra trolar, pq aquele site virou piada.

    Vou apenas comentar rapidamente aqui pois já está tarde e gostaria de dar um aval mais detalhado à sua leitura do filme.
    Considerei este filme como o melhor até agora... e não foi pelo recorde inesperado que a franquia ja obteve. $730M mundial - melhor estreia da Fox desde Alvin e os Esquilos em 2010.
    Também me considero um grande fã de X-Men. Da Marvel são meus preferidos.
    Pra começar, sua leitura é ótima. O pseudo-reboot já tem sido chamado de soft-reboot, o que é bem lógico. Reiniciaram tudo sem estragar o que já havia sido feito. Enfim...

    Suas conjecturas são interessantes, mas realmente o que deve vir aí está mais difícil que o bolão da Copa.
    O que já colhi de informação até agora é que o novo filme será ambientado 10 anos depois dos eventos de DOFP, ou seja, em 1983, o que, consequentemente leva a crer, que seria o início dos registros do "novo futuro". O furo disso é que não seriam os atores que fizeram Ciclope e Jean nos primeiros filmes, pois eles estariam novos.
    Pauso aqui pra dizer que nos gibis, não há registro dos fatos pós-Kitty Pride. De fato, tudo correu bem, mas daí: Nada.
    Como li a review em partes e dada a tarde hora em que escrevo isto, pude conferir o que vossa senhoria escreve acerca da "morte" do Xavier. O consenso na "comunidade" X-Men, por assim dizer, é que consideram o que disse um dos escritores no bonus do DVD de Last Stand. Aquele seria um irmão gemêo que no nascimento teve a mente destruída pelos grandes poderes do irmão (Xavier)... o que talvez leva a falha dele ainda estar de cadeira de rodas mesmo em um corpo são.
    Mas algumas das hipóteses destes filmes, principalmente o já decretado desastre Last Stand é que sempre cai no que acreditamos: Aceitação. "Ele não morreu". E não vem ao caso.
    Da cena Stryker/Mística nada pode ser dito mesmo. Ninguém sabe a resposta. Um dos escritores do filme (Kinberg) disse no podcast da Empire que ele não queria que o futuro do Wolverine fosse "the same" portanto jogou a Mística lá pra dizer que ela ainda estava se passando por personagens militares na tentativa de salvar os mutantes enviado nas guerras (se lembrarmos bem é assim que o Dente de Sabre e o Wolverine aparecem no primeiro solo do Wolverine). O que eu achei interessante na cena é que isto é do caráter da Mística. Não dá pra saber se ela é má ou se ela é boa... mas já repito o que alguém disse aqui. Wolverine sem adamantium não vende.

    Uma coisa que causou alvoroço foi a de que a Anna Paquin (Vampira) teria recebido um cachê maior que a do Peter Dinklage pra fazer aquela cena de 3 segundos. Foi confirmado há algum tempo (li hoje no twitter, não sei quando foi postado) que vai ter um director's cut no bluray com algumas cenas que foram "confirmadamente" excluídas da Vampira. Mas sei lá em que isso pode incorrer...
    Posso continuar escrevendo aqui por algumas horas pois foi difícil encontrar algum comentário bom naquele pasto do Omelete.. Espero ter trazido alguma coisa interessante. haha

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