sábado, 26 de fevereiro de 2011

Sobre Modinhas Modernas e Crepúsculo

Certa vez, enquanto conversava com um amigo, eu soltei sem pensar: "Quando é que as pessoas vão aprender que vampiros não brilham e rockstars de verdade não usam roupas de ginásticas coloridas dos anos 80? (à exceção de Freddie Mercury)"
Meu amigo me disse para eu deixar de ser conservador e mente fechada. Mas a questão é: Até que ponto a repercussão de algo é realmente bom?
Sempre aconteceram explosões de modinhas, fãs enlouquecidos e coisas toscas no mundo, mas parece que nunca houve uma explosão de coisas superficiais tão grande, com proporções tão assustadoras quanto agora.
Antes, quando víamos bandas estourarem na mídia, ou era por que o grande público gostava, e isso geralmente acontecia por que eram talentosos, ou então pelo fato de terem alguma ideologia que conquistava as pessoas.
Hoje em dia os músicos que fazem mais sucesso geralmente não tem talento nem ideologia (salvo algumas exceções, pois elas sempre existem).
A mesma coisa acontece com cinema e literatura.
Acho que um dos melhores exemplos que se pode citar nessas duas categorias é a série "Crepúsculo".
Eu confesso que já li os 4 livros, e até os achei legais na época. Numa análise superficial eram "legíveis".
Mas comparem a série a outras séries como O Senhor dos Anéis do Tolkien, As Crônicas Vampirescas da Anne Rice, as Crônicas de Narnia do Lewis, o Harry Potter da JK Rowling ou ao Percy Jackson do Rick Riordan e vocês perceberão a discrepância abismal de presença ou não de qualidade literária e conteúdo ideológico.
Os autores de tais séries tinham algo o que colocar nas suas obras, sendo que de um modo ou de outro, o leitor carregaria algo daquela série para sua vida, seja a filosofia e idéias que tais histórias apresentam, ou no desenvolvimento bem construído de personagens. Geralmente a obra carrega algum sentido, seja divulgar uma ideologia, preservar raízes culturais ou simplesmente retratar de forma alegórica algo realista que as pessoas precisam saber.
Em contrapartida, na série que pretende ser de vampiros que mais faz sucesso hoje em dia tem uma ausencia de todas essas coisas que me deixa assustado com o conteúdo das pessoas. Tudo o que vemos ali é um drama mal desenvolvido de uma adolescente à beira da ninfomania e um (pseudo)vampiro frígido. E a obsessão dos fãs da série chega a ser doentia.
Vemos um mundo que se encontra doente justamente pela supervalorização de coisas tão superficiais.
A gente as vezes pouco se lixa para o que as pessoas gostam ou não, mas essas coisas acabam nos afetando de uma forma ou de outra.
Em vista disso, eu deixo no ar uma pergunta para reflexão: Será que podemos fazer algo, por mínimo que seja, para amenizar o superficialismo da nossa sociedade ou o mundo está perdido?

2 comentários:

  1. Na minha opinião direta e objetiva, como você sabe que eu sou, não há o que fazer - esta geração está perdida.

    E parte da culpa disto acontecer se deve ao fato de que os pais não passam bons hábitos culturais aos filhos. A TV a cabo tornou-se uma babá prática, eficiente e presente. Devido a isso, os filhos ficam à mercê, desde muito pequenos, da exposição de produções de qualidade duvidosa ou de nenhuma qualidade, o que é ainda pior!

    Com isso, crescem com valores(?) distorcidos e passam a apreciar mais e mais o que é bizarro, tosco e/ou superficial. É um ciclo que foi iniciado pela displicência e agora será muito difícil interrompê-lo, pois se esses superficiais de agora resolverem deixar seu legado "pseudo-cultural" para os filhos, danou-se! Esse ciclo entrará em loop infinito, até que apareçam alguns Messias das artes, da música, do cinema e afins, que consigam arrebanhar uma multidão e mudar o curso dessa história, fadada a um triste fim.

    Olha, Jon, é nessas horas que eu lembro de A Máquina do Tempo, de H.G.Wells e vejo que a Humanidade está caminhando a passos largos pro futuro que ele previu ali... Lamentável.

    Beijo, querido! Adorei o novo espaço! :*

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  2. Nossa, que pessimismo Nana! hauhauhaa
    O pior é que é um pessimismo que condiz com o que estamos vendo. Tudo indica que as coisas estão mesmo caminhando para esse destino.

    Como diria um amigo meu: rezemos
    rsrs

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