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Nem só de maiôs e decotes viverão as super heroínas: ilustradores e a sexualização feminina nas HQs

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Ok. É hora de expor um pouco do machismo do mundo nerd, mais especificamente nos quadrinhos. Um pouco, pois há muito mais machismo do que se pode discutir em um pequeno texto. Isso tem sido uma discussão constante. Às vezes é sobre a pose da Viúva Negra nos posters dos dois primeiros filmes dos Vingadores em relação aos outros personagens. Às vezes é sobre a escalação de uma atriz "muito magra" para o papel de uma super heroína, e aqui, "muito magra" geralmente quer dizer "sem peito e sem bunda". Para quem acha que as críticas são infundadas, eu estou aqui como aspirante a desenhista para dizer que não são. Quando eu era mais novo, eu comprava muitas daquelas revistas da editora Escala que tinham lições de desenho, grande parte delas lições de desenho para quadrinhos mesmo. Desde sempre a diferença do tratamento do desenho de heróis e heroínas foi claro, embora eu nunca tivesse prestado muita atenção nisso.

Afinal, o que faz uma boa adaptação de quadrinhos?

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Eu já falei sobre esse assunto aqui no blog, no post de 10 coisas que fãs de HQ's PRECISAM saber sobre adaptações . Mas eu acho que chegou o momento de falar de novo um pouco sobre outra perspectiva do assunto que explicaria o motivo de algumas das opiniões que expus na lista. Uma das coisas que sempre é repetida por fãs para fazer uma crítica positiva ou negativa sobre uma adaptação é a questão de "manter a essência". Mas o que é a essência. Recentemente, numa discussão sobre as adaptações do Homem-Aranha, perguntei a um amigo, o Wali, como ele definia a essência de um personagem. Ele me respondeu que é a ideia principal que o seu criador impôs ao personagem em sua criação e às vezes a essência de um personagem que durou mais tempo e formada a partir de suas várias interpretações. A essência de um personagem não seria apenas seu comportamento e código de conduta mas uma gama de coisas, como a própria manifestação da sua personalidade e a coerência desta em relação ...

Sobre o filme "Missão: Impossível - Fallout": Como manter uma franquia viva por 22 anos

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Toda vez que eu acho que a franquia Missão: Impossível vai flopar ou finalmente fazer um filme ruim, ela me entrega um filme melhor do que o anterior. Digo isso desde Protocolo Fantasma e o sexto capítulo da franquia cinematográfica não foge à regra. À exceção de M:I 2 que eu acho divertido, mas regular, a franquia só melhora, pelo menos em termos de ação. Mesmo que o roteiro mais bem pensado talvez ainda seja o original do filme dirigido pelo Brian DePalma, agora Fallout vem logo em seguida, com a maior tensão psicológica de toda a série. Enquanto o de 1996 mantém seu suspense baseado na incerteza do que vem a seguir, já que ainda estamos conhecendo aqueles personagens, este sexto capítulo escolhe manter sua tensão ao ser o primeiro filme da franquia a continuar de forma mais direta os acontecimentos do filme anterior, investindo no lado emocional e psicológico trazido pelo J. J. Abrams no terceiro capítulo da franquia e abandonado pelo Brad Bird em Protocolo Fantasma (excelente...

Sobre o filme Pantera Negra: Quando a importância transcende a qualidade

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Sejamos honestos: "Pantera Negra", analisando de forma técnica, é ótimo, e é um dos melhores filmes da Marvel, mas não é excelente. Há vários problemas ali. O mais óbvio de todos é a computação gráfica, sobretudo no clímax, que prejudica um pouco a experiência ao afastar o que está acontecendo da realidade. Há um incômodo no CGI meio falso para o espectador de 2018, tão acostumado a excelentes efeitos visuais. Além disso, à exceção da ótima sequência na Coreia, não há nada muito criativo em termos de direção e cinematografia na ação do filme. Talvez isso se explique pela inexperiência do diretor, Ryan Coogler, no gênero puro da ação (ele fez um excelente trabalho em "Fruitvale Station" e "Creed"). Isso não significa que o filme não é bem filmado. Há uma cena que começa de ponta cabeça de uma forma particularmente inspirada, alguns shots são belíssimos e parecem propositalmente feitos para parecerem páginas de quadrinhos, além da beleza de Wakanda. Tenh...

Sobre gerações de nerds: Há 15 anos, X-Men 2 fazia por mim o que Guerra Infinita está fazendo agora

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Hoje, X-Men 2 completa 15 anos (e por isso, este texto estará cheio de spoilers do filme). Quem já leu textos aqui no blog sabe quanto eu curto X-Men. Dos desenhos aos filmes. Já até defendi o Bryan Singer aqui - coisa que não faço mais hoje, tanto pela conduta pessoal dele, quanto pelo fato dele ter sido o responsável pela atrocidade que foi X-Men Apocalypse. Já mostrei aqui também que tenho uma opinião diferente da maioria dos fãs de quadrinhos a respeito de adaptações cinematográficas. Por essas razões, não deixa de me incomodar e me entristecer que filmes que foram importantíssimos pra mim e que considero excelentes até hoje parecem não ter tanta importância assim ou não impressiona a nova geração de nerds, que parece não ver a hora da Marvel finalmente colocar as mãos nos mutantes e colocá-los junto com os Vingadores nas telonas - possibilidade agora real, já que a compra da Fox pela Disney já está finalizada por parte das empresas e só não dará certo se, de alguma forma ...

Sobre o filme "Corra!": O filme é isso tudo SIM!

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Um passeio no gênero: terror ou suspense? Desde que tomei a decisão pessoal de não assistir mais filmes de terror (isso rende outro textão), abri duas exceções das quais eu não me arrependi. Uma delas foi o australiano "The Babadook", que é um excelente filme de terror, mas, mais do que isso, é uma fantástica metáfora à depressão decorrente do luto como vivida pelas pessoas na vida real - incluindo seu desfecho que, para muitos, foi insatisfatório. "The Babadook" me lembrou de como o terror às vezes pode ser usado, não como puro entretenimento sádico para aliviar nossos medos reais, mas para reflexões mais profundas através do exagero e do absurdo das situações impostas. Lembro-me de ficar impressionado como a diretora Jennifer Kent foi feliz em demonstrar a percepção pessimista da personagem principal, em como as coisas parecem fora do lugar, exageradas e isso não é um ponto contra, mas a favor do filme: esses pequenos exageros expõem a situação crítica da...

Sobre o filme Batman v Superman: A Origem da Justiça

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Obs.: A resenha a seguir possui alguns spoilers do filme. Eu li o seguinte comentário sobre os filmes do Universo Expandido Cinematográfico da DC (vou chamar aqui de DCEU): "O grande problema é que analisam os atuais filmes da DC como se fossem escolhidos na corrida para o Oscar. Por estarem acostumados com o padrão Marvel, eles querem fazer uma crítica aprofundada naquilo que é diferente." Ainda não posso falar sobre Esquadrão Suicida, mas posso falar sobre Batman v Superman: a vantagem que a Marvel tem é que mesmo seus filmes medianos, presos àqueles enredos formulaicos e pouco inventivos, funcionam para o que se propõem. Aparentemente os do DCEU propõem algo diferente, mas que não funciona. Não funciona como filme de herói e nem como filme.