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Sobre o filme "Veludo Azul"

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Obs.: Essa resenha não contém nenhum spoiler significativo em relação ao roteiro, mas ela pode influenciar sua visão na hora de ver o filme. Portanto, ela não vai te contar quase nada mesmo sobre o enredo, mas preferencialmente assista o filme antes de lê-la.   O maior erro que alguém pode cometer ao assistir "Blue Velvet" de David Lynch é o de assistí-lo como se assiste um episódio de CSI com toques de noir. Se a primeira cena da trama tivesse sido o passeio do personagem Jeffrey ao encontrar a orelha cortada que inicia a linha principal da narrativa do filme, talvez esse filme pudesse ser interpretado como um filme policial comum com alguns toques de loucura do diretor. Mas antes que isso aconteça nós temos uma belíssima cena com cortes e edição no melhor estilo "propaganda de margarina" que é brutalmente interrompida por uma sequência perturbadora onde detalhes como mangueiras se enrolando em torno de objetos prenunciam o "mal súbito" que ating...

Sobre o filme "Suspiria"

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Violência gráfica com realismo sempre me perturbou. Filmes de terror em si, não. Assisto a eles sozinho em casa sem medo, sem receio. Suspiria quebrou esse paradigma pra mim. Não pela sua história - que pouco tem de convincente ou amedrontadora no mundo real - ou nem mesmo pelas brutais e explícitas cenas de assassinato, mas sim pelas sensações que esse filme provoca e que ficam gravadas na mente por um bom tempo. O diretor italiano Dario Argento, considerado um mestre, usa aqui algo que poucos dos considerados mestres do terror usam como estratégia. Um filme de terror que se leva a sério e é cinematograficamente bom, geralmente prefere esconder o que tem de mais horrível pro final, utilizando o suspense crescente para chegar a um clímax agoniante. Argento teve porém a ideia genial de deixar pro início a coisa mais horrenda e explícita que ele tinha em mãos, não para estragar o clímax, mas para fazer com que ficássemos durante o filme inteiro apreensivos a respeito de ver al...

Sobre o filme "Repulsa ao Sexo"

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Eu sempre me canso um pouco no início dos filmes do Roman Polanski. Isso é algo do meu gosto pessoal, eu o considero um gênio do cinema. Compreendo perfeitamente o que ele está fazendo nos primeiros momentos dos filmes. Ele prepara o terreno de uma forma incrivelmente cuidadosa, tanto que alguns chegam a achar lento demais esse desenvolvimento. Eu não acho lento demais, mas tenho um gosto particular por desenvolvimentos mais ágeis - é um problema que eu tenho na literatura com o Stephen King e seus rodeios por exemplo (mas isso é outra história). Sim, infelizmente fui educado em cinema na geração As Panteras - e não me orgulho disso. Em contrapartida, desde o início você percebe algo de errado na personagem principal, Carol Ledoux, brilhantemente interpretada por Catherine Deneuve - aliás, a escolha de um "sonho de consumo masculino" para fazer uma personagem que abomina contato físico com homens foi simplesmente genial! E Polanski SABE MESMO como fazer você perceber i...

Sobre Dexter: Por que o final da série não foi bem escrito?

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Obs.: Se você não assistiu o episódio, não leia o texto abaixo. Tem SPOILERs. Quem acompanhou toda a série, tinha a esperança que mantivesse a qualidade vista na 1ª, 2ª e 4ª temporadas após a 5ª. Exceto pelos dramas pessoais de Dexter, a 3ª temporada foi desnecessária, a 5ª foi bem melhor, mas ainda não explorada do jeito que poderia. A 6ª tinha certo potencial, a 7ª vale pelo drama Dexter x Deb  (a Hanna não foi uma boa idéia, já que não souberam trabalhá-la) e pelo vilão mal desenvolvido. E a 8ª estava parecendo um folhetim mexicano, cheia de situações forçadas, personagens desnecessários acrescentados, quando os já existentes deveriam ter sido mais bem trabalhados. Os primeiros episódios prometeram algo que não cumpriram: uma temporada final focada no personagem Dexter, sua relação consigo mesmo e como isso influenciava as pessoas ao seu redor. Mas aí fizeram o (des)favor de voltar com a Hanna, arrumaram o Zach (que se tivesse sido bem escrito e colocado em situações ...

Sobre o filme Imaginaerum

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Faz um tempo que postei a notícia sobre o filme “Imaginaerum”, realizado pela banda finlandesa de symphonic metal Nightwish. Aguardei ansiosamente para assistir o filme, mas sem esperar nada muito bom. Acontece que ele me surpreendeu de duas formas diferentes: o roteiro está abaixo do que eu esperava e o visual (incluindo efeitos digitais) até me surpreenderam. A premissa não chama muito a atenção de quem lê a sinopse. Mas quem lê a sinopse E assiste o trailer já fica curioso para assistir. A mistura de drama com fantasia nos moldes do “Imaginaerum”, não é inédita, mas é rara e por si só já merece uma conferida. Mas devo confessar que o filme deixou-me com um sentimento incômodo de frustração, não pelo que ele foi, mas pelo que poderia ser. Levando em consideração que é um filme realizado por uma banda sem experiência no assunto e que é o longa de estreia de um diretor que até então havia feito apenas clipes musicais e games, o filme se mostra surpreendentemente agr...

Para Ler Ouvindo: Especial Dia das Bruxas

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Ladies and Gentlemen, tenho o prazer de lhes apresentar o Witchtracks Collection - Selected by Jonathas Sant'Ana. Entrando no clima de Dia das Bruxas, eu preparei uma playlist ungida (e devo avisar, eclética) com músicas que se não falam sobre bruxas e feitiços, tem o clima das histórias delas. De trilhas sonoras de filmes e peças de teatro a musicas de bandas e solistas, o Witchtracks vai levar vocês a lugares bem conhecidos, mas também a terrenos desconhecidos. Para ler o que quiser ouvindo isso! Sem mais delongas eis os links para o download do Album 1 e do Album 2. WitchTracks Collection - Album 1 WitchTracks Collection - Album 2

Sobre o Álbum e o Filme Imaginaerum

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A minha banda de metal sinfônico preferida, o Nightwish, está lançando um novo álbum, e junto com esse novo álbum virá um filme. As músicas compostas numa lógica de roteiro de forma conceitual serão o pano de fundo para a história de um homem com uma doença terminal, Thomas, que se perde no seu próprio mundo de fantasia, enquanto sua filha tenta alcançá-lo dentro dos seus sonhos para reatar um laço familiar desfeito a anos. Uma mistura improvável de drama, fantasia e musical, que promete ser um casamento entre filmes do Tim Burton, histórias do Neil Gaiman e um estilo que passeia entre musicais tradicionais e musicais no estilo de The Wall do Pink Floyd. Dirigido por Stobe Harju, que trabalhou junto com a banda no clipe The Islander do álbum Dark Passion Play e foi premiado pela direção do aplaudido jogo Alan Wake, o filme "Imaginaerum" ainda conta com um elenco não muito conhecido mas que tem aparições rápidas no cinema, como a canadense Marianne Farley (do famoso canadens...